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| DNOCS | Tempo Real |
  20 Nov 2008 04:41:11 |
| Centro de Pesquisas em Carcinicultura dissemina camarão do Amazonas nos açudes do Nordeste | 19/11/2008 10:20:20 - DNOCS |
| A quarta produção dos camarões trazidos em outubro de 2007 da bacia do rio Amazonas, em Belém, pelo Centro de Pesquisas em Carcinicultura do Dnocs, vai estar pronta para ser entregue nos açudes nos próximos 45 dias. Este é o quarto ciclo de desenvolvimento do camarão canela (Macrobrachium amazonicum) com pureza genética a ser colocado como pós-larva nos açudes públicos ou vendido aos produtores, que atinge peso médio comercial de 10 gramas em 4 meses de engorda. Esses camarões alcançam peso até 25g. O chefe do Centro de Carcinicultura do Dnocs, Adécio Rodrigues da Silva, lembra que revezou 24 horas na direção da caminhonete com Pedro Eymart, do Centro de Pesquisas em Aquicultura, sem parar, para trazer 600 camarões reprodutores vivos , na Praia de Iracema, em Fortaleza. A viagem a Belém teve como motivo renovar a pureza genética afetada pela degeneração da espécie por efeito de retrocruzamentos que resultaram no "camarãozinho forragem" encontrado nos açudes, de pequeno tamanho e sem valor comercial. O plantel hoje soma aproximadamente 25 mil matrizes e reprodutores distribuídas em oito viveiros – cinco na Estação de Piscicultura de Amanari e quatro no Centro Pesquisas em Aquicultura do Dnocs, em Pentecoste. Somente um viveiro conserva 17 mil matrizes. Uma vez por semana, a equipe do Centro de Carcinicultura vai a Pentecoste para fazer o monitoramento da qualidade das águas e dos viveiros. Faz o acompanhamento biométrico do crescimento dos reprodutores, da sanidade, alimentação, e traz as fêmeas para desovar no laboratório em Fortaleza. Para conseguir a eclosão das larvas de camarão, os técnicos do Centro tentam reproduzir o ambiente natural do estuário do rio Amazonas, em Belém. Bombeiam água do mar para os tanques, fazem a mistura com água doce para deixar na salinidade de 12 ppt, e usam processos de filtragem natural que propiciam as condições para criação das larvas e das pós-larvas, que são alimentadas com ração elaborada no Centro. Com auxílio de termostatos, a temperatura da água precisa ser mantida com 30 graus centígrados para que as 50 mil larvas em média de cada tanque sobrevivam e cresçam. O Centro de Pesquisas de Carcinicultura recebeu terça-feira pela segunda vez a visita do coordenador de Aquicultura e Pesca do Dnocs, João Fontenelle, que discutiu medidas para dinamizar a produção do Laboratório. O Centro possui capacidade instalada para produzir 8 milhões de pós-larvas de camarão canela por ano. João Fontenelle anunciou a intenção de trabalhar junto com a iniciativa privada, de buscar a captação de recursos com projetos em parceria com os órgãos do governo estadual e federal, e defendeu estímulo às pesquisas. O Centro de Carcinicultura do Dnocs foi a única instituição de pesquisa no mundo a conseguir dominar o ciclo de produção em cativeiro do camarão Pitu (Macrobrachium carcinus), nos anos 2003-2007. Por duas vezes, a equipe técnica fechou o ciclo do Pitu. "O Centro faz as pesquisas e leva o resultado para o campo ", disse Felipe Cordeiro, diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Produção do Dnocs. As pós-larvas do camarão Pitu foram lançadas nas lagoas do Cauípe, em Caucaia, e nos açudes Pentecoste, Curu e Jaibara. O trabalho com o camarão Pitu foi interrompido por falta de recursos. O Centro de Carcinicultura do Dnocs recebe pedidos de outras instituições para falar da experiência. Um recente convite chegou da Universidade Federal de Pernambuco, diz a pesquisadora Sandra Pinheiro. Felipe Cordeiro conta que o camarão do Amazonas foi escolhido pelo Dnocs por ser economicamente viável para o pequeno produtor, pelo impacto social e por possuir melhor bagagem genética e maior peso que a variedade encontrada nos açudes públicos do Nordeste. Na próxima semana, as equipes do Centro de Pesquisas em Carcinicultura e do Centro de Pesquisas em em Aquicultura vão ministrar cursos de Tecnologia do Pescado – Camarão e Peixe, para comunidades em Itarema, no Ceará, e Sabugi, no Rio Grande do Norte. O curso já foi dado para comunidades dos açudes Jaibaras, Castanhão e Pentecoste. Este ano, no total de 120 alunos vão fazer o curso. | |
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